Necessidade de Capital de Giro: o que é, como calcular e a importância para o seu negócio

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Necessidade de Capital de Giro: o que é, como calcular e a importância para o seu negócio

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necessidade de capital de giro

Se você acompanha o nosso blog,  sabe que já falamos aqui sobre a importância do Capital de Giro e como é fundamental compreendê-lo para manter a saúde financeira da sua empresa em dia. Agora, você entenderá o quão importante é entender a Necessidade de Capital de Giro (NCG).

Relembrando, o Capital de Giro é o conjunto de recursos necessários para a empresa funcionar regularmente, sendo a diferença entre dinheiro em caixa e recebíveis e o dinheiro que a empresa deve. Você pode ler o post completo e entender como calculá-lo clicando aqui!

No entanto, não basta apenas calcular o Capital de Giro, é importante conhecer as necessidades que sua empresa apresenta.

A Necessidade de Capital de Giro é a chave da administração financeira da empresa. Este é um conceito que todo empresário precisa entender e compreender como funciona essa dinâmica para que no dia a dia consiga tomar decisões rápidas e consiga compreender os impactos que as decisões podem trazer para a empresa e, principalmente, para o Capital de Giro do negócio.

Compreender a NCG e saber utilizar este conceito pode ser considerado o “pulo do gato” da administração financeira e da gestão financeira da empresa. Este pode salvar empresas de falência ou dificuldade financeira com o simples acompanhamento e atenção diária ao assunto. Por outro lado, pode levar ao sucesso financeiro da empresa.

Necessidade de Capital de Giro: o que é?

A NCG é o volume de recursos mínimos que uma empresa precisa colocar na operação para garantir a continuidade das suas atividades e que não foi suportado pelo Passivo Circulante Operacional (PCO).

Mas, para você entender melhor, veja a tabela abaixo, onde explicamos a divisão do Balanço patrimonial em ativo e passivo.

Já na tabela abaixo, você vai entender a divisão dos ativos e passivos em financeiros e operacionais:

balanço patrimonial

. Ativo circulante operacional: recursos aplicados nas operações da empresa.

. Passivo circulante operacional: fontes de recursos vindos das operações da empresa.

Aplicações operacionais (ACO) devem ser financiadas com recursos (fontes) Operacionais (PCO) da empresa.

Cálculo da NCG conforme balanço patrimonial

Uma forma de análise da Necessidade de Capital de Giro é utilizando o balanço patrimonial. Aqui, deve-se considerar o total das contas a pagar e a receber, o estoque, o dinheiro disponível em caixa e nos bancos, os empréstimos, entre outros.

Fórmula:

NCG = Ativo Circulante Operacional – Passivo Circulante Operacional

. Ativo Circulante Operacional: clientes, estoques, ICMS a recuperar, adiantamentos a fornecedores, despesas operacionais antecipadas, entre outros.

. Passivo Circulante Operacional: salários a pagar, ICMS a recolher, duplicatas a pagar, provisões para IR, entre outras.

Outra opção de cálculo:

Uma outra opção do cálculo da NCG é conforme o ciclo financeiro da empresa. Ou seja, considerando as vendas realizadas pela organização.

Para isso, o primeiro passo é conhecer bem os Prazos Médios de Pagamento e os Prazos Médios de Recebimento. O primeiro se refere ao tempo entre a data da compra e o pagamento efetivo ao fornecedor. Já o Prazo Médio de Recebimento é o tempo entre a venda e o efetivo recebimento do dinheiro.

Fórmula do NCG:

NCG = Prazos Médios de Recebimento – Prazos Médios de Pagamento

NCG negativo e NCG positivo

Se os Prazos Médios de Pagamento que a empresa tem com seus fornecedores forem maiores que os Prazos Médios de Recebimento que dá a seus clientes, provavelmente não terá grande NCG. Nesse caso, nós temos uma Necessidade de Capital de Giro Positiva. Isto é, a empresa está com superávit de Capital de Giro, e não necessita recorrer a bancos ou outras fontes de recursos.

Mas na maioria das ocasiões isso se inverte, com os Prazos Médios de Recebimento maiores que os Prazos Médios de Pagamento. Ou seja, NCG negativo. Nessa condição, a empresa paga seus fornecedores antes de receber de seus clientes, e precisa, dessa forma, de um maior volume de Capital de Giro, seja com capital próprio ou de terceiros, o que pode levar a despesas com pagamento de juros por este capital.

Qual fórmula usar?

Ambos os cálculos são importantes.

A segunda fórmula que vimos (de acordo com o ciclo financeiro), traz a Necessidade de Capital de Giro da empresa em dias. Isto ajuda a entender qual o tempo médio de dias que a empresa fica com o dinheiro de seus clientes antes de pagar os fornecedores. (Ou o contrário: quanto tempo fica devendo para os fornecedores antes de receber de seus clientes).

Já a fórmula com base no balanço patrimonial traz a NCG em termos monetários, ou seja, quanto terá de caixa disponível para aplicações e investimentos. (Ou o contrário: quanto terá de falta de caixa e precisará tomar empréstimos).

A administração eficiente do Capital de Giro é fundamental para manter o Fluxo de Caixa da empresa “saudável”. E essa administração significa avaliar o momento atual da empresa, se falta ou sobra recursos financeiros e os reflexos gerados por decisões tomadas em relação a compras e vendas.

Tem alguma dúvida sobre a Necessidade de Capital de Giro ou precisa do serviço de Consultoria Financeira para sua empresa?

Manda um email para a gente: contato@stepconsultoria.com

 

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