Startups brasileiras: entenda o ecossistema de inovação

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ecossistema das startups brasileiras

Não é de hoje que se percebe o avanço das startups no Brasil. Por conta disso, o país já ganhou a atenção de muitos investidores e grandes empresas. Esse cenário deve se manter nos próximos anos e para a alegria de muitos: crescer ainda mais.

Se você ainda está perdido e não sabe o poder desses negócios, separamos alguns nomes que com certeza você já deve ter visto por aí: Méliuz, Nubank, Resultados Digitais, Sympla, VivaReal, Love Mondays e Dr. Cuco. E ainda tem aquelas que já ultrapassaram as barreiras brasileiras e estão ganhando o mundo: iFood, Hotel Urbano, Pipefy, Hotmart e Magnamed.

A Accenture e a Associação Brasileira de Startups (ABS) realizaram, entre setembro e outubro de 2017, a Radiografia do Ecossistema Brasileiro de Startups. A pesquisa mostrou as percepções dos empreendedores, capturadas por meio de um questionário online, e contou com a participação de mais de 1000 startups.

Segundo a pesquisa, o ecossistema brasileiro das startups é maduro e há oportunidades para crescimento em comunidades locais. Entretanto, ainda é necessária a criação de marcos regulatórios e informação de mercado, para orientar as decisões na construção de comunidades e fortalecimento de polos regionais.

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comunidades startups Brasil
Mapa das comunidades de startups no Brasil

Descentralização 

Um dado interessante é que o mapa não está mais centralizado. Além dos cinco pontos que mais têm companhias, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis e Recife, é possível encontrar histórias de sucesso também em Brasília, Fortaleza, Uberlândia, Londrina e Curitiba. Juntas, as 10 cidades citadas reúnem 73% das startups.

Entretanto, o número de comunidades é muito maior: existem pelo menos 130 por todo o Brasil. Os nomes são muitas vezes batizados em alusão a alguma característica da região, como é o caso da Pequi Valley, em Goiás; Red Food, em Londrina; e Rapadura, em Fortaleza.

Sobre a igualdade de gênero, ainda estamos um pouco atrasados. Os dados mostraram que a equipe das startups é composta majoritariamente por homens. Apenas 15,66% das startups atingiram a igualdade entre homens e mulheres.

Estratégia e operação das startups

Nem sempre o começo é fácil, aliás, na maioria das vezes é um caminho difícil e árduo de trilhar. 38% das startups não tem um faturamento, enquanto 30% tem faturamento anual abaixo de 50mil. 46% tem até 2 anos de constituição. Em relação à estratégia, 77% focam nos clientes corporativos e 45% já participaram de programa de aceleração ou incubadora.

Os estágios de uma startup são conceituação, ideação, operação, tração e scale-up. Das startups analisadas que estavam nos dois últimos estágios citados, 41% estão buscando escalar seu negócio.

Em relação ao modelo de atuação: 44% operam com o modelo de serviço SAAS (software as a service); 25,01% Marketplace; 7,19% eCommerce; 5,22% Consumer; 5,22% hardware; 4,06 % venda de dados; 3,48 APIs; e 5,57% outros.

 

Fonte: Radiografia do Ecossistema Brasileiro de Startup

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