Você sabe a diferença entre o Regime de Caixa e o Regime de Competência? Entenda

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Você sabe a diferença entre o Regime de Caixa e o Regime de Competência? Entenda

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  • Categoria: Consultoria financeira, Dicas, Gestão Empresarial
regime de competência

Essa é uma das confusões mais comuns entre os empreendedores e aqueles que estão iniciando na gestão empresarial. O Regime de Caixa e o Regime de Competência são importantes e complementares na gestão e análise de finanças. Ou seja, a empresa deve usar ambos os regimes, já que eles têm por finalidade oferecer informações e controle.

Regime de Competência

Neste tipo de regime, as saídas (despesas, custos e investimentos) e entradas (vendas) são registradas no momento em que elas aconteceram, não importando quando haverá pagamentos ou recebimentos.

A contabilidade define o Regime de Competência como sendo o registro do documento na data do fato gerador.

Digamos que uma empresa venda determinado produto e o cliente dê uma entrada (sinal) e o pagamento restante será em 30 dias, ainda que este valor não esteja integralmente fazendo parte da empresa, ele já deverá ser contabilizado nesse momento.

Regime de Caixa

Já o Regime de Caixa é o oposto. Nele é contabilizado as entradas e saídas na data de pagamento ou recebimento. Ou seja, considera as negociações no momento em que há a transação financeira.

Pegando o exemplo acima, a entrada seria considerada no ato e o restante somente depois de 30 dias, conforme a negociação.

Entendendo a diferença…

Dessa forma, a principal diferença entre o Regime de Competência e o Regime de Caixa é que no primeiro é utilizado a data que a compra ou venda aconteceu. Já no segundo, o que é considerado é a data em que o dinheiro efetivamente entrou ou saiu do caixa da empresa.

Vamos pegar o exemplo que demos ao longo do texto para entender melhor.

Imagine que o cliente fez uma compra de R$ 1 mil e que ela foi realizada em janeiro. O negociado foi que na entrada se daria metade do valor, R$500, e em 30 dias o restante, R$ 500.

No regime de competência, esse valor, de forma integral, será registrado no mês de janeiro. Portanto, R$ 1 mil de entrada naquele mês, mesmo que efetivamente não tenha entrado todo esse montante em caixa.

No regime de caixa, constará R$ 500 em janeiro e os outros R$ 500 em fevereiro. Assim, ao olhar para o fluxo de caixa, você terá uma visualização exata do que se tem disponível em caixa (nos bancos e em dinheiro) naquele momento.

Quando utilizar cada Regime?

Para análise de resultados, o mais comum e recomendado é o Regime de Competência. Nele, além das vendas e as despesas, também é considerado a depreciação, ao contrário do Regime de Caixa.

Além disso, o Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE) é confeccionado pelo Regime de Competência. O DRE é um relatório essencial de gestão empresarial, e é através dele que uma empresa sabe se teve lucro ou prejuízo em um determinado período de tempo.

Isso não quer dizer que se deve deixar o Regime de Caixa de lado. É por meio dele que é feito o Demonstrativo de Fluxo de Caixa (DFC), outro relatório muito importante para a gestão de qualquer empresa. É com ele que sabemos como está a saúde financeira da organização.

Sendo assim, ambos os demonstrativos possuem propósitos diferentes, mas são complementares. O ideal é que sejam utilizados em conjunto, para um melhor direcionamento dos negócios e das decisões. Até porque, a empresa pode ter um bom resultado no DRE, com grande volume de vendas e produtos com boas margens. Mas os processos de pagamentos e recebimentos estão mal alinhados, o que afeta de forma negativa a disponibilidade de dinheiro no caixa: cenário que pode ser esclarecido justamente pelo acompanhamento do DFC.

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